16/02/2018 às 10h10min - Atualizada em 16/02/2018 às 10h10min

“Não entendo até agora”, diz mãe de youtuber tubaronense morta após tiro

DN SUL
Divulgação
“Não perdoo. Posso perdoar muito mais para frente, mas sinto muito, mas eu não perdoo”, afirmou Rosania Domingos Santos, mãe da youtuber tubaronense Isabelly Cristine Santos, morta com um tiro na cabeça no litoral do Paraná.

“Eles tiraram a vida da minha filha, tiraram meu bem maior, o meu amor, a minha vida. Eu não sei o que vai ser daqui pra frente sem ela, não sei, porque ela era minha melhor amiga, minha companheira”, disse.

O corpo da adolescente, que era natural de Tubarão, mas residia no litoral paranaense, está sendo velado na Capela Municipal Nossa Senhora do Carmo, em Paranaguá, desde a tarde de quinta-feira (15). Isa, como era conhecida, deve ser enterrada nesta sexta (16).

Rosania relatou que os tiros surgiram “do nada”. “Eu não entendo até agora o porquê foi feito isso. Eles dois acabaram com o sonho de uma menina de 14 anos”, disse.

A morte cerebral de Isa foi confirmada na noite de quarta-feira (14). Os órgãos e o cabelo dela foram doados.

O tiro

Isa foi baleada um pouco acima do olho esquerdo, por volta das 2h de quarta. Ela estava no banco de trás de um carro branco, junto com a mãe. Na frente, conforme a polícia, estavam um amigo e o pai do amigo. O crime aconteceu na PR-412, entre os balneários Ipanema e Praia de Leste, em Pontal do Paraná.

O pai do amigo é Herbert Luiz de Félix, que dirigia o automóvel. Em depoimento à Polícia Civil, ele disse que foi fechado por um carro pouco antes do crime. Ele relatou ainda que, logo após a fechada, o veículo parou a cerca de 60 metros e que um dos ocupantes do veículo, sem descer do mesmo, efetuou três disparos contra o carro onde estava Isabelly.

Versão dos suspeitos

Os irmãos que são suspeitos da morte da modelo e youtuber foram presos em uma casa em Pontal do Paraná e tiveram a prisão em flagrante convertida para preventiva, que é por tempo indeterminado.

Segundo o homem que confessou à Polícia Civil ter feito os disparos, ele e o irmão tinham saído do balneário de Santa Terezinha e entraram à esquerda no sentido da casa deles, que fica no balneário Canoas, quando o outro carro, em alta velocidade, fez uma manobra brusca, como se fosse um cavalo de pau.

“O meu instinto foi de defesa, na hora de um ato de nervosismo, de ver aquele veículo freando bruscamente e retornando. Simplesmente atirei pra cima, eu não mirei em algum lugar, nem nada. Simplesmente foi para preservar a minha família. A preocupação foi essa. Jamais, eu quis acertar alguém, jamais”, contou Everton.

Ele disse que no veículo havia sete pessoas além dele, sendo que três são crianças. Everton ainda afirmou que a arma de fogo que ele usou é registrada, mas ele não tinha autorização para o porte da mesma.
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