04/11/2016 às 08h24min - Atualizada em 04/11/2016 às 08h24min

Pesquisadores encontram fósseis de barata que viveu há 300 milhões de anos no Norte de Santa Catarina

Pamela Melissa
Jornal de Santa
Divulgação

Ela viveu há cerca de 300 milhões de anos e deixou rastros em rochas na região Norte de Santa Catarina, próximo à divisa com o Paraná. Fósseis de 18 baratas da espécie pré-histórica Anthracoblattina mendesi foram encontrados por pesquisadores da Universidade do Contestado (UnC) em Mafra. 

Pelos cálculos dos cientistas, elas viviam na região antes mesmo dos dinossauros – que surgiram em torno de 230 milhões de anos atrás, no chamado período triássico. Segundo os responsáveis pelo estudo, trata-se da barata paleozoica sul-americana mais preservada.

Em artigo publicado na 
Revista Brasileira de Paleontologia, em agosto deste ano, os pesquisadores João Henrique Zahdi Ricetti e Luiz Carlos Weinschütz, da UnC, em parceria com Joerg Schneider (Universidade de Kazan, Rússia) e Roberto Iannuzzi (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), afirmam que a amostra encontrada demonstra que o animal sofreu poucas modificações ao longo do tempo.

O material está no Centro Paleontológico da UnC (Cenpaleo). Em laboratório, os cientistas identificaram as asas, o corpo e as patas, que já denotavam a característica cursorial, ou seja, adaptada para se movimentar com muita rapidez, como as espécies modernas e urbanas. 

Os exemplares encontrados indicam que essas baratas mediam de cinco a sete centímetros. Na mesma região de rochas sedimentares, conhecida como xisto, pesquisadores já haviam encontrado espécies de plantas e peixes pré-históricos que habitavam a área da Bacia do Paraná. 

– Foi uma surpresa encontrar insetos em meio a sedimentos, misturados com restos de tubarões, conodontes, pedaços de peixe, esponjas marinhas e assim por diante – afirmou João Ricetti ao RBS Notícias, um dos responsáveis pelo estudo. 

 

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