06/01/2021 às 09h35min - Atualizada em 06/01/2021 às 09h35min

Bolsonaro diz que vacina emergencial certificada pela Anvisa “está a caminho”

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) escreveu no Twitter, na manhã desta segunda-feira (4), que a vacina emergencial contra a Covid-19 certificada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e de caráter não obrigatório, “está a caminho”.

O calendário de imunização contra a Covid-19 no Brasil deve ser definido ainda esta semana. A expectativa é que a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) peça, nos próximos dias, a autorização emergencial à Anvisa para a fórmula desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca.

O Instituto Butantan também se comprometeu, no fim do ano, a completar o dossiê sobre a vacina Coronavac nos primeiros dias de janeiro e, a partir daí, a intenção seria solicitar a liberação da fórmula chinesa.

O governo paulista, que patrocina a Coronavac, tem reiterado que pretende começar a vacinação no estado em 25 de janeiro.

Existe, ainda, a possibilidade de que a Pfizer faça o pedido de uso emergencial nesta semana. Nos últimos dias de 2020, a empresa sinalizou que poderia mudar a estratégia, voltando atrás na decisão de pedir apenas o registro definitivo do fármaco.

Após reunião com a Anvisa, o fabricante afirmou que cogita recorrer à aprovação imediata como já vem fazendo em outros países.

Hidroxicloroquina
Além do texto, Bolsonaro compartilhou o vídeo de um programa da Jovem Pan exibido em 2 novembro em que o pediatra e toxicologista Anthony Wong defende o uso da hidroxicloroquina, Azitromicina, Annita e de outros medicamentos sem eficácia comprovada no tratamento da Covid-19.

No programa, depois de o médico ter feito uma defesa enfática da hidroxicloroquina na fase precoce da doença, a repórter Paula Leal questionou o porquê de a OMS (Organização Mundial da Saúde) não adotar o medicamento. O profissional responde que “tem muito dinheiro envolvido”.

O chefe do Executivo federal propaga o uso da hidroxicloroquina desde o início da pandemia, apesar da ausência de comprovação científica pela comunidade médica e autoridades sanitárias.

Quando contraiu o novo coronavírus, em julho, Bolsonaro virou um garoto propaganda do medicamento, que apareceu em várias lives.
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