23/11/2020 às 08h49min - Atualizada em 23/11/2020 às 08h49min

FECAM quer garantir Coronavac em Santa Catarina

ND Online
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A FECAM (Federação Catarinense dos Municípios) pretende sair na frente, em Santa Catarina, na imunização para o coronavírus. Há cerca de três semanas, a entidade iniciou tratativas com o governo de São Paulo e vai assinar, em breve, um protocolo de intenções dando preferência aos municípios do Estado na aquisição da Coronavac, quando a vacina for autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A FECAM quer garantir que o Instituto Butantan considere o fornecimento da Coronavac aos municípios catarinenses. Em entrevista, o presidente da entidade, Paulo Roberto Weiss (PT), que é prefeito de Rodeio, disse que as autoridades não podem permanecer somente com medidas restritivas e medidas sanitárias.

“Temos que partir, definitivamente, para a solução que é em busca de uma vacina”, disse Weiss.

Além de garantir a preferência na aquisição das doses da vacina – que segundo ele custaria entre R$ 16,00 e R$ 20,00 – outra intenção da FECAM é envolver o governo do Estado nas tratativas.

“Até agora, não ouvimos do governo do Estado nada nesse sentido de buscar uma vacina. O Paraná fechou com a vacina russa, São Paulo tem a Coronavac. (…) vamos pressionar o governo do Estado para ser parceiro”, argumenta Weiss.

A posição do Estado
O Estado, por sua vez, ainda precisa ser ‘provocado’ nesse sentido. Segundo informações da assessoria da Secretaria de Estado da Saúde, Santa Catarina aguarda o próximo Plano Nacional de Imunização do Governo Federal, ou seja, a política do governo federal para as vacinas, que virá em 2021.

A assessoria também informou que este é o plano que o governo sempre aderiu e que imuniza a população contra a H1N1, por exemplo. Segundo a fonte, Santa Catarina vai aderir tão somente ao que estiver determinado no plano.

Com isso, a ideia do presidente do FECAM de trazer o governo do Estado para as negociações da Coronavac fica em aberto, mas o que a entidade deseja é somar forças.

“A FECAM puxou o debate, mas a gente quer que o Estado venha conosco, para não ficarmos somente nas medidas paliativas e discutir, de fato, a solução”, disse o presidente da FECAM.

Assinatura do protocolo
A viagem de Paulo Weiss a São Paulo depende, agora, da confirmação do Instituto Butantan e da Secretaria de Saúde de São Paulo. A previsão de retorno é na quinta-feira (26), quando deve ser definida a data do encontro para assinatura do protocolo de intenções.

“É a vacina mais adiantada e acessível e tem possibilidade de rodar no primeiro semestre de 2021 (…) Temos que voltar a discutir as coisas. A contaminação aumentou de novo e está chegando a temporada do verão, nas cidades litorâneas, tende a subir os índices”, disse Weiss.

Desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo, a Coronavac está na fase III de desenvolvimento no Brasil.

Esta é a última etapa de estudo, na fase que precede a obtenção do registro sanitário e a disponibilização para a população.
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