13/11/2020 às 08h18min - Atualizada em 13/11/2020 às 08h18min

Blumenau diz estar melhor preparada para segunda onda de Covid-19

ND Online
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O número de novos casos de coronavírus voltou a subir em Blumenau desde o fim do mês passado. A piora na situação fez a cidade retornar ao nível grave de transmissão da Covid-19. Na última terça-feira (10), foram 362 testes positivos, uma quantidade bem semelhante a registrada no pico da pandemia, em julho.

Segundo a prefeitura, é cedo para afirmar que o município está enfrentando a segunda onda de casos. “A gente pode dizer que tem um aumento sustentado já há algumas semanas. Mas para uma segunda onda é preciso um pouco mais de tempo”, aponta Cláudio Luiz Pilotto, diretor de Atenção em Saúde.

Responsável pela pasta enquanto o secretário Winnetou Krambeck se recupera do coronavírus, ele explica que os feriados tiveram impacto no aumento de infectados registrado recentemente. Argumenta que ainda é preciso observar os dados dos próximos dias para cravar em que momento estamos da pandemia.

“Se não houver nenhum momento que o número estabilize ou desça nas próximas semanas, aí poderemos dizer que estamos numa segunda onda, parecida com julho. Nós não estamos ainda como estávamos naquele mês, mas podemos chegar caso continue subindo e a tendência, por enquanto, é de aumento”.

Nesta quinta-feira (12), os leitos de UTI apresentavam 21% de ocupação, enquanto as enfermarias em 27%. É nesse aspecto, segundo o diretor, que o quadro de novembro se difere do registrado no pico da pandemia. Isso porque, na época, os hospitais se aproximaram da ocupação máxima nas unidades de terapia intensiva.

Blumenau preparada
Na visão de Pilotto, caso o fenômeno que já atinge os países europeus se confirme aqui, Blumenau está mais preparada para enfrentar o vírus e, consequentemente, isso deve refletir em uma menor letalidade da Covid-19. Segundo o diretor, os meses de pandemia deram aos profissionais de saúde expertise para entender como o coronavírus funciona.

“Nossas equipes estão melhor capacitadas, sabem a melhor hora de entrar com a medicação e a qual medicação mais adequada. O hospital está melhor aparelhado, tem mais leitos. Hoje nós temos sete ambulatórios na cidade atendendo a pacientes com queixas de Covid, antes tínhamos apenas na Vila Germânica. Isso talvez também tenha feito a população procurar mais atendimento. Nós sabemos que estamos melhor preparados, porque sabemos tudo o que temos de fazer  e sabemos quando temos de estar prontos se houver cada vez mais aumento de casos”, reitera o diretor de Atenção em Saúde de Blumenau.

A adoção de medidas restritivas, além das impostas pelo governo do Estado que basicamente limitam público em estabelecimentos, não são cogitadas atualmente pela prefeitura. A aposta segue na conscientização das pessoas seja em casa ou na rua, com cuidados nos ambientes de trabalho, doméstico e de lazer.

“Os números estão nos provando: a pandemia não acabou. A vacina não tem data. A gente vai precisar continuar tendo nossos cuidados pessoais”, alerta Cláudio.

Um pedido e os números
Testar, isolar e rastrear são fundamentais no enfrentamento à pandemia. A Secretaria de Promoção da Saúde garante que não há falta de exames e faz um pedido: que não se deixe para procurar uma unidade de saúde muitos dias após os primeiros sintomas, pois caso seja confirmado o coronavírus, o paciente pode ter infectado várias pessoas.

O boletim desta quinta-feira (12), divulgado pela prefeitura de Blumenau, aponta 18.309 infectados pelo novo coronavírus. São 280 a mais do que no dia anterior. O número de pessoas com o vírus ativo está em 1.763 e a quantidade de mortes pela Covid-19 subiu para 166. A vítima mais recente é um homem de 72 anos, que estava internado desde 7 de outubro em UTI.
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