05/10/2020 às 11h03min - Atualizada em 05/10/2020 às 11h03min

Surdez nos idosos, uma preocupação que vai além da dificuldade em ouvir

ND Online
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Você sabe o que é Presbiacusia?
Se a vida do idoso já exige mais cuidados, imagine com a perda auditiva. Depois dos 65 anos, esta perda tende a ser mais severa e pode afetar ainda mais o seu ânimo.

Chamada pelos especialistas de presbiacusia, a diminuição da audição deve receber a atenção adequada. Aos primeiros sinais de surdez, já é aconselhável um exame, para prevenção, com a chegada da idade.

Quem orienta é o fonoaudiólogo, Dr. Nildo Manoel Duarte, diretor técnico do Grupo Digsom Aparelhos Auditivos.

“A reabilitação auditiva por meio de próteses de amplificação sonora é medida efetiva e fundamental para a manutenção da função social do idoso e deve ser proposta precocemente durante o curso evolutivo da perda auditiva”, diz.

“A falta de audição pode provocar consequências sérias, até mesmo acidentes e risco de morrer, por levar a incapacidade de ouvir sons de alerta, exclusão social, depressão, doenças neurodegenerativas como Alzheimer, e outras”, alerta o especialista.

Nesse sentido, o importante é ficar atento aos sinais e buscar ajuda especializada para avaliação e tratamento adequado do idoso.

O fonoaudiólogo alerta ainda que a perda do sentido é lenta e gradual. “O paciente sofre com fadiga, irritação, principalmente pelo esforço de tentar compreender os sons da fala”, diz.

“A tecnologia muda a vida das pessoas. Estamos com a Digsom há 28 anos e já tratamos mais de 30 mil pacientes. Hoje, os aparelhos são pequenos e altamente tecnológicos, e regulam a audição de acordo com os sons do ambiente”, conta Duarte.

“É preciso que as pessoas se informem sobre os aparelhos existentes e busquem o tratamento adequado para melhorar a qualidade de vida do idoso, no que se refere à audição”, reflete o especialista.

Causas e consequências
A OMS – Organização Mundial de Saúde, destaca que entre os motivos da perda auditiva estão causas genéticas, complicações no nascimento, certas doenças infecciosas, infecções crônicas do ouvido, uso de medicamentos específicos, exposição a ruído excessivo e envelhecimento.

“Uma boa adaptação ao aparelho auditivo e o uso diário são importantes para resgatar os sons do cotidiano e recuperar o bom ânimo. Infelizmente, muitas vezes, quando se procura tratamento, a dificuldade auditiva já é grande. A perda auditiva acontece de maneira lenta e progressiva e, com o decorrer dos anos, a deficiência atinge estágios mais avançados”, diz a Organização.

O que é a perda auditiva?
A perda auditiva incapacitante refere-se à perda auditiva superior a 40 decibéis, dB, no ouvido com a melhor capacidade de audição em adultos e a uma perda auditiva superior a 30 dB no melhor ouvido das crianças.

A maioria das pessoas com deficiência auditiva mora em países de baixa e média rendas. Segundo dados da OMS, aproximadamente um terço das pessoas com mais de 65 anos de idade são afetadas pela perda auditiva incapacitante.
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