07/05/2020 às 16h14min - Atualizada em 07/05/2020 às 16h14min

GNV em SC tem um dos menores preços de distribuição no Brasil e um dos mais caros nas bombas

Notisul
Divulgação
A Associação das Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais de Tubarão – AMPE – divulgou no Instagram uma preocupação enorme com o futuro do Gás Natural Veicular em Santa Catarina.

Há cerca de um ano o setor vem apresentando um declínio por conta da redução do preço da gasolina nos postos de combustíveis, e vê o preço do gás se aproximar cada vez mais. Em alguns casos até mais caro.

A AMPE tenta entender o porquê acontece essa aproximação de preço, se de acordo com a SCGAS, o combustível é distribuído a R$ 1,82 o metro cúbico, uma das menores tarifas do país. Mas o preço chega ao consumidor final entre R$ 3,06 e R$3,46.

Para se ter uma ideia, no Paraná a COMPAGAS distribui o combustível a R$ 2,34 e o valor na bomba não passa de R$ 3,02. Em São Paulo a COMGÁS distribui a R$ 2,11 e nos postos o preço é de R$ 2,99. No Rio Grande do Norte a POTIGAS distribui a R$ 2,52 e o preço chega a R$ 3,30.

“Queremos saber por que o preço do gás é tão alto nos postos de combustíveis se a distribuição tem um valor bem baixo em Santa Catarina. Enquanto em outros estados a distribuição é mais cara e nas bombas o valor é baixo”, questiona Layon Volpato,  presidente do núcleo composto pelas Empresas Convertedoras de Gás Natural Veicular da Amurel, na AMPE.

A SCGÁS emitiu nota esclarecendo que não tem qualquer interferência no preço final do GNV pago pelos motoristas nas bombas, pois os próprios postos estabelecem esse valor livremente e acrescentam a sua margem de revenda ao preço cobrado pela concessionária. Caso os usuários verifiquem a prática de preços abusivos o Procon/SC pode ser acionado para fiscalização por meio do telefone 151.

Fechamento de empresas
A crise no setor atinge cinco mil pessoas envolvidas de forma direta: Distribuidores de insumos; Oficinas Convertedoras; Organismos de Inspeção; Empresas de vistoria credenciadas e Despachantes.

O resultado tem sido o fechamento de empresas no Estado porque não há interesse em novas conversões e quem já usa passou a retirar os kits de GNV para evitar as despesas de manutenção.

Em Tubarão existem 6 empresas que fazem colocação de kits de GNV, mas o número vai diminuir para 5 porque uma delas está fechando as portas e a partir de segunda-feira já estará oficialmente inativa.

Em nota, a AMPE de Tubarão diz que os prejuízos de ordem social e econômica são praticamente incalculáveis considerando a quantidade de trabalhadores demitidos, profissionais especializados neste setor, empresários que não conseguem mais honrar seus compromissos e suas respectivas famílias diretamente impactados.

“Todos envolvidos na cadeia produtiva estão sendo fortemente impactados, em sua dignidade pelo não exercício da profissão, em seu patrimônio e em suas empresas e funcionários. Também neste sentido se apresentam ainda os problemas de via emocional e psíquica”, informa o texto.
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