08/10/2019 às 14h34min - Atualizada em 08/10/2019 às 14h34min

Oktoberfest 2019: família de Timbó fabrica calçados típicos há 20 anos

JSC
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Em setembro de 1939, Erwin Theilacker, pai de Nilton Theilacker, montou na cidade de Timbó, no Vale do Itajaí, uma fábrica de calçados. O trabalho em sapataria teve continuidade e foi passado de geração para geração. Nilton lembra que brincava no meio dos pares.

— Desde criança eu convivi na nossa fábrica. Eu sempre ajudei, o tempo todo sempre trabalhei. Quando eu era criança eu brincava ali no meio e ia aprendendo o que os outros faziam. Tentava fazer alguma coisa, mas desde uns oito eu 10 anos eu já ajudava quando não estava na escola — conta.

Apesar de ser de descendência alemã, Milton conta que a geração do seu bisavô já nasceu no Brasil. Segundo ele, nos anos 1960 a fábrica era um pouco maior e chegou a se tornar uma sociedade anônima (S.A). Depois, a empresa se tornou uma limitada (Ltda).

Foi a partir daí que o foco nos sapatos germânicos começou a nascer. Atualmente, Nilton com 75 anos, a esposa Ermelindra Maria e o filho mais novo do casal — entre os dois que eles têm —, Flávio Ricardo, 49 anos, continuam com as confecções.

— Há uns 20 anos a gente começou a atender os grupos folclóricos da nossa região, principalmente os alemães. A gente fornecia sapatos por encomenda de sapato estilo boneca, sem muito salto e nada de moda, tudo tradicional — explica ele.

Outras etnias

Os grupos italianos também realizam pedidos e conforme Nilton. E os modelos dos sapatos para as duas nacionalidades são de praticamente os mesmos. Todos são feitos com couro e as encomendas podem ser individuais ou de pedidos mais volumosos.

— A diferença é que os italianos têm poucos detalhes, como costuras e acabamentos. Eu fabrico tanto feminino como masculino, e infantil também. Uns são mais trabalhados com laços no lado e tem também uns mais rústicos — afirma ele.

Ele recorda que há no mínimo 25 anos recebeu um pedido com a maior numeração que ele já havia visto. O rapaz era de Timbó e apesar de não se tratar de uma solicitação de um par germânico, marcou Milton:

— Era um pé gigantesco. Até uma forma especial precisei fazer para ele. O número era 50 e alguma coisa, mais de 50. Porque normalmente os calçados masculinos vão até 44. Número 48 também já fiz, mas esse de 50 foi o maior.

Há vários anos a família envia calçados para grupos do Espírito Santo e São Paulo. Inclusive o último grupo para qual eles confeccionaram os produtos, 12 pares ao todo, irá se apresentar na Oktoberfest de Blumenau. Ele pretende ir assistir.

Segundo Nilton os preços das fabricações variam muito, pois detalhes na montagem, como por exemplo, o tipo de solado, influencia no valor final.

— Fica em torno de R$ 90 a R$ 150 — diz.
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