05/09/2019 às 08h09min - Atualizada em 05/09/2019 às 08h09min

CBF rebate presidente do Fluminense sobre número de rebaixados

Gazeta Press
Divulgação
Em agosto, o presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, posicionou-se contra o atual número de rebaixados no Campeonato Brasileiro, alegando que é exagerado. Em resposta ao mandatário, Valter Feldman, secretário-geral da CBF, afirmou que essa pauta sequer é discutida na entidade.

“Eu diria que são temas recorrentes. Alguns inclusive deveriam ser mais de quatro. Deveriam ser seis, voltando a outros momentos da história do futebol. Eu diria que não está em pauta, achamos que nesse momento essa movimentação de acesso e descenso é o possível e é o adequado”, disse o secretário em entrevista no primeiro dia da Brasil Futebol Expo, feira que reúne importantes nomes do esporte do país.

Relembre a fala do presidente do Fluminense

Além de acreditar que o número de clubes rebaixados é exagerado, Mário Bittencourt critica o modelo de cotas de televisão, que, segundo o presidente, prejudicam as equipes que caem para a Série B.

“Em um campeonato com 20 clubes em um país continental, o rebaixamento de quatro clubes é muita coisa”, afirmou o presidente.

“Outra coisa: temos um problema hoje que é a não manutenção das cotas quando o clube cai de divisão. Isso traz uma instabilidade de todo o sistema. São competições que se acumulam uma em cima das outras. As equipes que têm menos condições, e estamos nesse grupo, têm menos peças de reposição. Não temos quatro ou cinco jogadores para cada posição”, completou.

Em 1999, o Fluminense conquistou a Série C e avançou diretamente à primeira divisão, sem passar pela Série C. Já em 2013, o Tricolor das Laranjeiras foi rebaixado pela tabela do Brasileirão, porém conseguiu a permanência após a perda de pontos da Portuguesa, que havia escalado irregularmente o meia Heverton. Na ocasião, o advogado do Fluminense era justamente Mário Bittencourt.
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