13/08/2019 às 15h04min - Atualizada em 13/08/2019 às 15h04min

Estudantes brasileiros criam filtro para astronautas da Estação Espacial Internacional

Razões para acreditar
Divulgação
Uma equipe de estudantes de Santa Catarina desenvolveu um filtro de água que foi enviado à Estação Espacial Internacional (ISS), onde será submetido a testes pela tripulação de astronautas do laboratório orbital, que está 340 km acima da superfície terrestre.

O experimento foi enviado por um foguete da SpaceX, de Elon Musk.

Trata-se de uma invenção de quatro alunos do segundo ano do ensino médio do Instituto Federal de Santa Catarina do Campus Xanxerê: Isabela Battistella, Ricardo Cenci, ambos de 18 anos, Renata Müller e Roberta Debortoli, ambos de 17.

O projeto foi conduzido pela Missão Garatéa, com o apoio do Instituto TIM, que prepara alunos de escolas públicas e particulares brasileiras para o Student Spaceflight Experiments Program (SSEP), concurso internacional que seleciona criações de estudantes para voarem até a ISS.

Roberta explica que o filtro de água desenvolvido tem funcionamento semelhante ao filtro de barro brasileiro: com carvão ativado como agente filtrante. No entanto, como no espaço a força da gravidade é menor do que na Terra, foi necessário adaptar o mecanismo.

“Nosso experimento utiliza a capilaridade, um fenômeno físico que substitui a gravidade no processo de filtração”, afirma a aluna. “A capilaridade causa tensão superficial em tubos finos, ou seja, ela une as moléculas do líquido e faz com que os fluidos se desloquem ainda que estejam em baixa força gravitacional.”

Teste de filtragem

O filtro enviado à ISS é um protótipo não-finalizado que consiste em um tubo de silicone bem pequeno, de apenas 17 cm de comprimento.

A ideia dos estudantes é testar a possibilidade de filtragem de água no espaço a partir de uma solução de azul de metileno. Em vez da solução ser filtrada de cima para baixo, como na Terra, na Estação Espacial Internacional seria de baixo para cima.

“O que os astronautas fazem lá na Estação Espacial Internacional é abrir um grampo e chacoalhar o experimento para garantir que a solução contate o carvão ativado e possa ser filtrada”, descreve Roberta.

Lucas Fonseca, diretor da Missão Garatéa, conta que o “filtro” foi enviado junto com comida de astronauta e todos os suprimentos científicos necessários para a tripulação da ISS no dia 25 de julho.

“O experimento já foi feito e estamos esperando o retorno. Ele fica funcionando por um mês e até o final do ano deve retornar à Terra”, conta o engenheiro espacial.

As inscrições online para a 3ª edição da Garatéa-ISS foram prorrogadas e estão abertas para que escolas brasileiras se inscrevam até este domingo, 11 de agosto. O próximo experimento vencedor deve ser enviado à ISS em 2020.

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