22/03/2019 às 14h51min - Atualizada em 22/03/2019 às 14h51min

Defesa de motorista embriagado de Jaguar culpa vítimas por acidente na BR-470, em Gaspar

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A defesa do motorista do Jaguar, Evanio Prestine, de 30 anos, culpa as vítimas pelo acidente na BR-470, em Gaspar, em laudo feito um perito particular apresentado à justiça nesta quinta-feira (21). O documento afirma que, ao contrário da versão apresentada pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), o carro das vítimas é que teria invadido a pista contraria não ele, que estava embriagado. A falta de experiência da motorista do Palio, de 21 anos, também foi usada como argumento.

Evanio Prestine está desde 24 de fevereiro no presídio regional de Blumenau e teve o pedido de habeas corpus foi negado pelo TJSC (Tribunal de Justiça de SC). Conforme a PRF, ele estava embriagado e foi indiciado pelo Ministério Público pelos crimes de duplo homicídio, já que teria invadido a pista contrária e causado a morte de duas jovens. E também por três tentativas de homicídio.

Ao apresentar a defesa em audiência realizada nesta quinta-feira, os advogados pediram absolvição sumária – quando a denúncia é cancelada. Eles alegam que as vítimas que estavam no Palio não usavam cinto de segurança, afirmando que as mortes ocorreram por uma atitude delas. O acidente resultou na morte das jovens Suelen Hedler, 21, e Amanda Grabner, 18, além de deixar outras três feridas.

O que dizem os laudos

Segundo o laudo da PRF e testemunhas, o motorista estava embriagado e teria invadido a pista contrária. Como reação, a motorista do Palio teria desviado para esquerda – a pista do Jaguar- para não bater de frente com ele. E em seguida, o Jaguar teria voltado para a pista dele e acabou batendo no lado direito do Palio.

Já o laudo apresentado por um perito particular, a motorista do Palio  é que teria invadido a pista do motorista embriagado. E que se estivesse acontecido o que afirma o laudo da PRF, ela teria jogado para a direita, no acostamento, e não para a pista do Jaguar. A partir dessa versão, foi solicitada a absolvição sumária, para que ele não vá a juri popular. Caso isso não ocorra, a defesa pede ainda que ele seja indiciado por homicídio culposo e não doloso, quando há intenção de matar.

Os documentos serão analisados pela justiça.

Habeas corpus negado pelo TJSC

Por unanimidade, os desembargadores decidiram manter a prisão preventiva de Evanio Wylyan Prestini, no dia 14 de fevereiro. O desembargador Alexandre d’Ivanenko, relator da matéria, destacou em seu voto a inexistência de ilegalidade na decisão da juíza de Gaspar ao decretar a prisão preventiva do motorista e negou o habeas.

D’Ivanenko destacou ainda a conduta do motorista, que acumula 23 pontos na carteira em infrações administrativas, a reiteração de álcool ao volante e a gravidade concreta do caso demonstrada pelas dezenas de quilômetros em que ele dirigiu embriagado e em zigue-zague na pista, conforme revelaram filmagens postadas em redes sociais.

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