20/03/2019 às 09h12min - Atualizada em 20/03/2019 às 09h12min

Preço da gasolina nos postos sobe pela terceira semana seguida, indica ANP

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Divulgação
O preço da gasolina nos postos subiu pela terceira semana consecutiva, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (19) pela Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP).

Segundo a Agência, na semana encerrada na sexta-feira passada, dia 16 de março, o preço da gasolina acumulava alta de 1,2%, passando de R$ 4,243 para R$ 4,294. Mesmo com o aumento, o valor do combustível nos postos apresenta queda de 0,8% quando considerado o acumulado do ano.

Apesar da terceira semana de alta, antes desse período, a gasolina havia registrado 18 semanas seguidas de quedas. No final do ano passado, o preço médio combustível nos postos estava em R$ 4,330.

Além da gasolina, os preços do diesel e do etanol também apresentaram aumento nas bombas. Enquanto o valor do diesel subiu 1,08%, de R$ 3,497 para R$ 3,535, o litro do etanol avançou 2,06%, de R$ 2,902 para R$ 2,962.

Refinarias

A alta da gasolina nos postos é acompanhada pelo aumento de preço também nas refinarias . Também nesta terça-feira (19), o valor do litro subiu 0,5%, passando de R$ 1,8235 para R$ 1,8326. Esse é o sétimo reajuste da gasolina estipulado pela Petrobras em março.

Desde o início do mês, o preço já subiu 10,8% nas refinarias. Em 2019, o avanço chega a 21,47%.

A Petrobras adota essa política de reajuste dos preços desde julho de 2017. De acordo com a metodologia, as mudanças podem acontecer mais frequentemente, inclusive todos os dias, e refletem os preços praticados nos mercados internacionais e a cotação do dólar.

O preço médio do diesel nas refinaria, no entanto, será reduzido em 1,52% a partir de quarta-feira (20). Assim, ele passará a custar R$ 2,1120, ante R$ 2,1446 no valor anterior. No ano, porém, o combustível já acumula alta de 16,7%.

Entenda o preço da gasolina 

De acordo com cálculos feitos pela própria  Petrobras, os valores praticados nas refinarias equivalem a 29% do preço pago pelos consumidores nos postos. Essa porcentagem aproximada leva em conta a coleta de preços feita pela estatal entre os dias 3 e 9 de marçoem 13 capitais e regiões metropolitanas do País.

Outros 46% são formados basicamente por tributos. Destes, 30% correspondem ao ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), recolhido pelos estados, e outros 16% são relativos à Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e ao PIS/Cofins, de competência da União.

A diferença entre os impostos estaduais e federais está na forma com que são cobrados. O ICMS varia de acordo com o que é praticado nos postos, então cada vez que o preço da gasolina sobe, os estados arrecadam mais dinheiro. O PIS/Cofins e a Cide, ao contrário, são valores fixados por litro: o primeiro é de R$ 0,7925 e o segundo, de R$ 0,10.

Do restante do preço da gasolina , 13% correspondem ao custo do etanol anidro, que, segundo a lei, deve compor 27% da gasolina comum. Os últimos 12%, por sua vez, são relativos aos custos e ao lucro de distribuidores e postos. 

 
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